
Nos olhares vagos que se cruzam
Na beira dos lençóis hás rameiros
Há o instinto vindo e indo pelas brisas
Mas meu coração és teu primeiro.
Na boemia estrangulada
Os vinhos de Álvares de Azevedo
Ou no dês-graças à lá De Sade
Nos becos de quatro arvoredos.
Em suas mãos alvas aladas
De meus seios aos teus seios
Pousei meu coração Primeiro
Em suas mãos alvas mandrágoras.
Mas Sua alma d’água, claras Lúcias
Tem misericórdia entre minha angustia
Nas nossas bocas flexionadas.
Em suas mãos alvas aladas
De meus seios aos teus seios
Pousei meu coração Primeiro
Em suas mãos alvas mandrágoras.
André 14/05/2010
