quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Andréia.

O funeral das esferas melancólicas do universo
Fez-se quando a terra ardeu em cinzas
E o pranto dos oceanos encharcou em versos
Se banhado em sangue espesso de almas frias.

Pelo espaço como pó de lindas estrelas
A existência solilóquio há viu um dia
Um anjo sem destino pela atmosfera
Vagando absorta numa contemplação divina.

A terra sofrida, solenemente esculpia teu crânio e espinha.
Dando marcha ao peito, o coração negro. A terra escolhia...
A terra escolhia átomo por átomo o teu corpo construir
No término de teu feito vestiu-a com pele, Andréia, de uma rainha.

Eu, este cadáver antropófago, do tédio da carne humana.
E em todas as paixões da vida, fui negligenciando uma por uma.
No entanto a terra suspirou e estendeu as mãos ao infinito
Impelindo minha alma morna a retirar as vestes negras do luto.

Formosa vem, Oh! Cândida menina, tão bela e cristalina.
Vem do espaço, de um céu obscuro e vasto descer sobre as colinas.
Como o anjo mais belo e as asas do Inferno, contemplarei teus lábios,
Os fios cacheados e a vontade em ser para os já mortos... Assassina.

Ander 10/ 06 /2006

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