Que mistério é este mister que tu guarda dentro
Numa convulsão da alma, mas calma de leoa.
Inquietante e progressiva num vulgo reino dos outros
Levípede aparecer, que precoce a meu ver, ressoa.
Como num sopro, entoa um alfabeto dos homens velhos.
Decepcionando a ninfeta, a virgem cristalina, que representa.
Ambiguamente. E possamos desvendar, reciprocamente, nossos olhos.
No lodo repugnante da raça humana; a mesma eterna feroz besta.
Há chaves pendurada, eu as vejo, é transparente e se dissolve
Águas límpidas, todavia quais mãos tão límpidas que possam pegá-las?
E se sou Caim que não mata Abel, ainda assim posso tê-las?
Para abri-la num movimento inteiro, em 360º e despi-la da pelugem que a envolve.
Oh! Esfera, tão cheia de luz e tão súbita, inefável e inefável.
Que aguça meus sentidos e distorce os padrões bandidos
De tua existência doce, dos louvores do céu, arcanjos a cobrindo de véu.
Oh! Laura, tão cheia de luz e tão súbita, inefável e amável.
Conheceste assim um mundo sombrio, inexoravelmente febril.
De todas as raças todas, que não se entrega ao que se entrega.
Que se entrega nós, da lacuna que outrora me foi dita, surgindo.
RODRIGO. 18/06/2007
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