quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Valéria.

Quem és minha Valéria,
Nesse quarto oco do mundo
À meia noite sobressaltada, austera.
Irmã de meus desejos obscuros.

De fantasias e delírios um mundo feito
Pedaços de lego retirados do Inferno
Donde construo o semblante cruel e belo
De lascívia, malevolência e amor eterno.

Possuo, vou possuindo a nevoa de teu corpo,
Obscurecendo o mundo em treva doída
De amores e tristezas longínqua, que nos separam,
À meia noite, em pranto, a benção de Satã à minha ida...

A caminho de teus braços...

Ander 22/11/2009

Nenhum comentário:

Postar um comentário