Do ócio de minha existência cética, derradeira,
Passo o dia a devora-lhe a beleza nessas pinturas
Toda a escoria do mundo são girassóis de madeira:
Entregue as crianças num mundo de esperanças futuras.
Há no céu uma luz eterna, imensa e divina,
Que o tempo a conversou, a amou menina,
E deu as mais diversas formas, estruturas finas,
Clarões intensos, almas-gêmea, a pele feminina.
De linho antigo, manuseado, cobre o corpo intocado,
Fios que descem e escorrem pelas águas, um rio vermelho...
Pintura a óleo. Embeleza a tez, decifra os olhos. Sensualmente de lado,
Volve-se, tenra idade, a chamo também de Alice no mistério do coelho.
Mergulhe a alma na mística da inconsciência,
Desça nas penas fantásticas das andorinhas,
No amanhecer o sono amante da paciência
Há levou – agora em luas - e a coroou rainha.
Ruiva condessa prisioneira da triste sinfonia
Os anjos que a cuidavam a levaram nesse dia
De pranto as nascentes e a paz em ventania
Introspectivo inverso, reversa, que o amor, não tardia.
Emoções talhadas, artesões de fadas atribuídas,
Claras, límpidas, róseas cores, tez de minha amada,
O coração é todo sentimento para todas as saídas,
Introspectiva e pele macia de róseas Gláucia.
Ander 16/10/2008
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