Não sei que eterna voz é essa
E que cânticos lindos esses me elevam
É de suas cordas, meu arcanjo Vanessa...
Assim por dentro vigorosa e lá fora levam as rosas.
Aspectos assim um pouco, taciturnos, melancólicos,
De sua face de cristais celestes, adornadas vestes que estas no céu...
E este anseio me envolve e o medonho se dissolve e tudo são cantos líricos,
Que perdido em teus seios cometi todos os meios, do amor, para ter o amor seu.
E o pensamento assim se vai, num leito triste de solidões que no mundo existe,
De carinho e afeição, que as mãos no peito recolhem e dificilmente se dorme,
A ansiedade em afagar os lábios teus parece eterno e tão vil, distante,
Que morro! Mas não sem ter os toques teus. Estes seriam meus crimes.
Imagino a pele donde meus pensamentos agora velem:
Da luz de teu corpo, um arco de fogo dum divino terno sopro:
Hipnotizando sedutoramente o mundo todo, essa estatueta nos jardins do Éden,
Eu, o errante dos vales, fruto da mortalidade, a endeusa, vinda da Grécia por aqueles mares.
Oh! Vanessa! Sou o Titã que carrega o planeta para te dar alivio,
E vou até a janela, a abro, o externo é seu interno, admirado, altivo e belo,
Como a serei que canta e o marinheiro que levanta na popa de um decadente navio,
Vou! Perder-me nos tons vermelhos, mergulhando, até a terra do oceano para pentear os teus cabelos.
Embora, retorno a esse ponto de paisagens noturnas e sem cheiro,
Amanhã clareia o dia e sinto num estado de espírito o perfume dissipando,
E a imensidão vermelha ventando rente aos olhos, nessas águas dançando o veleiro,
O arco do cupido tende a ser certeiro. E que nossas almas ele vai devagarzinho sondando.
Ander 17/ 09/ 2008
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