quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Joaninhas.

Na vida quando procuramos à beleza
Olhar campos vastos no colo de quem ama,
Fácil é de achá-la em dia de sol ou de correnteza
Se o coração fica claro e arde, em enormes chamas.

Dispor-se as feridas sem receio ao beijo alheio
Ser um homem sem política e amar com consciência sã e alucinada,
Deitar o corpo em corpo em rentes faces, em rentes seios,
Saber o quanto antes, a feição e carinho da pessoa que é amada.

Onde, das faíscas de uma noite total lúgubre, cresceu em mim um fogaréu gigante,
Possa haver em meu amplexo a beldade de cachinhos eterna em versos
Escrever em deleite. Sou menino, repentino, que velho estava ontem.

Espalhar a nevoa envolver o possível em pés de sonho vereda,
Sonhos, veemência, pulsações na margem da ilha para o oceano,
Esfera luminosa de alcunha; a Lua; mística, pomposa, adorada.

Tudo é mais humano que o concreto também é a fome de quem é sozinho,
Como bilhões que vêem a Lua e o clarão amaldiçoado repetido dos dias,
Possa as mãos de um imberbe conduzir o coração de uma mulher joaninhas.

Ander 18/12/2007

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