quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Minha data.

Esquelética criatura em pedra escura lança a marcha
Num matrimonio a miséria e a fadiga aguarda
Minha alma quarta ruína, flor, pela misericórdia murcha.
Um odor da face morta e pele calva é minha amada.

Busco o principio do abismo a conserva meu éter
No pandemônio dos jardins de Deus, distante dos jardins do Éden.
A soma do Universo sobre a chusma humana é não pretender
E no meu último intimo recuo e evaporo por compreender.

Banal é a opulência do organismo que não se agrega ao caos
Escandalizando um coto espírito de ato teatral
Como o homem que fede e a mulher que precede um estranho mal.

A solidão, tenaz em vida, me olha meigamente seduzida.
Um beijo, a Angina e o estado catastrófico do peito.

Ander 03/05/2007

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