quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Inconstante.

Es o anjo em pompa no ninho de uma ave putrefata
Lúgubres imagens de imensas arquiteturas góticas
Incumbida a um corpo de manifestações libidinosas
Oh! Angel, de infância mortuária, sedenta e vasta.

Desce ao abismo das almas agonizantes, vis, suplicantes.
Para em sua ira, todavia aconchegante, às almas flagela.
Oh! Angel, sedutora, excitante, a procurei incessantemente na miséria tocante.
De uma era; a juventude minimizada e cega quis eu morrer de febre amarela.

Para vê-la assim informe, inconstante simbiose.
Distante que esta de mim; somos vitimas da vida e amantes da morte.
Inconstantes... Assim a quero, a nudez resplandecente que tem tamanha posse...
Desse semblante belo e moreno. Gozemos ao ataúde da raça decadente que chamamos de humanos!

Esferas incompreendidas, do brilho da lua, cadavéricas testemunhas.
Do Império dos MORTOS, o sangue sujo e esquizofrênico Michele.
Um encontro noturno no cemitério vai uma sádica á me sangrar com as unhas!
No horror da sociedade contemporânea, estereótipo arranca-lhe a pele.

Vai ao alto pairando na fumaça de seus apetitosos lábios
A devassidão, a blasfêmia, as viciosas e sátiras bestas.
Fornicando na superabundância do zero, os filósofos e os maldosos.

Ah! Latrina humana, resíduos miasmáticos e amor à misantropia.
Amo te, nevoa de meus sonhos, tu és meu quadro onírico.
Percorre meus últimos sonhos, pois pereceremos unicamente ao mundo branco.

Fugaz a o pensamento, morrer quero a seu colo sempre e reviver morrendo novamente.
Fugaz o humano sempre, abrace-me em seus braços quentes Michele, para sermos serpentes.

Ondulante, entrelaçando o vácuo melancólico do Universo.
Sonda-la hei senhora, da necrópole donde vivo, dos jardins que tu moras.
Uma saliência na vontade humana, espécime cara, filha de Pandora.

“ - Cortei-me o pedaço da alma, bem onde Deus ressonava
E dissipei a luz do pensamento, no obscuro ápice do momento.
Afundei-me na perplexidade do meu eu e no atroz da saliva
Vou negando a vida por que sou uma complexidade negativa do firmamento.

Oh! Límpido e lapidado nada, senhor de meu coração em chamas.
Espíritos que inflama, dezenove anos de uma vida mansa? Não espero nada”.

Ander. (sem data)

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