Sussurros ondulam o ar num beijo
Até sangrar o dedo de vil espinho
De tempo é incompreensível desejos
A introspecção num copo de vinho.
Tela remota de preto e branco,
Desbotado. Singularmente triste,
Um homem senta num velho banco
Milhares de anos de escuro veste.
E triste caminha o Sol num alegre nevoeiro
Uma Inquietação rumo Norte de 19 anseios
A Alma encanta no fulgor primário dos seios.
A lacuna que outrora o corpo caiu em devaneios.
Incerto, cambaleante alma sonora,
Apertos na tumba que separa os ossos
Renascemos nos jardins de Evas pecadoras
Rios, colinas, um tapete verde cobrindo os fossos.
Minha carcaça agora é um fardo escuro
Prisões encerram a vista redirecionada
Na direção de quilômetros de estrada
Separa um rugido de outro rugido.
Abrimos caminho entre a mata e vazamos nossa sina
Face linda e os olhos separados uma mesma sintonia
Irmã dos bosques Satiros, ninfa das mais cristalinas,
Sedição, quarto do infinito, lábios puros de Driely.
Ander 28/11/2008.
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